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01/08/2011 16:10

Portos vão dar sustentação ao crescimento econômico da Bahia

“Os projetos e obras estruturantes programados para os portos baianos vão dar sustentação ao crescimento econômico da Bahia”, afirma o diretor presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), José Muniz Rebouças. No primeiro semestre deste ano, a movimentação das exportações e importações através dos portos somou US$ 7,2 bilhões. A corrente do comércio na Bahia, de janeiro a junho, alcançou US$ 8,3 bilhões, correspondendo a 56% do todo o Nordeste que totalizou US$ 14,7 bilhões. Os demais estados nordestinos somaram US$ 6,4 bilhões.

“As ações de investimentos da Secretaria de Portos da Presidência da República, da Codeba e das empresas privadas nos portos baianos, envolvendo mais de 1 bilhão de reais, poderão incentivar empresas com tradição nas cadeias de logísticas e operacional portuário a investir no estado, e com isso, aumentar a arrecadação, gerar empregos, transferir novas tecnologias e promover desenvolvimento sustentável e social”, enfatizou Rebouças.

O cenário nacional mudou nos últimos anos, com os investimentos em infratestuturas marítimas e terrestre. Um dos principais gargalos dos portos brasileiros, o canal de acesso marítimo, já está sendo resolvido pelo Governo Federal com o programa nacional de dragagem, que permitirá a atracação de navios cada vez maiores, tornando os portos mais eficientes e competitivos, informou José Rebouças, lembrando que os portos de Salvador e Aratu já foram dragados, o ano passado, para profundidade de 15 metros.

Para Rebouças, outro grande passo para resolver os problemas do sistema portuário brasileiro é a elaboração do Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP) que irá traçar um panorama real de toda situação portuária nacional, apontar os principais produtos movimentados, fazer o  planejamento a curto, médio e longo prazos, além de avaliar a necessidade de construção de novos portos e terminais.

Principais ações de investimentos da Codeba nos portos públicos

Há no complexo portuário da Baía de Todos os Santos os portos públicos de Salvador e Aratu e mais cinco terminais de uso privativos, além do Porto de Ilhéus, no Sul da Bahia, que em 2010 movimentaram mais de 33 milhões de toneladas. “Os investimentos públicos e privados já começaram e vão aprimorar ainda mais os serviços disponibilizados nos portos e atrair novos armadores e clientes potenciais”, disse José Muniz Rebouças.


Porto de Salvador

O Porto de Salvador, a partir de 2010, recebeu investimentos na sua acessibilidade marítima (dragagem de aprofundamento para 15 metros), terrestre (início da construção da Via Expressa BTS), e na infraestrutura com a ampliação do seu terminal de contêineres. Novos equipamentos com tecnologia de ponta também foram adquiridos, permitindo que embarcações maiores possam atracar, reduzindo com isso, o custo do frete.

Todo este investimento traz como benefício, a criação de 5 rotas semanais em direção ao norte europeu, e outras 3 rotas com destino aos Estados Unidos, principais destinos das exportações de frutas. Além dessas rotas, foi incluída uma rota direta de Salvador até Port Klang, na Malásia, além de outras paradas em mais seis portos asiáticos, reduzindo praticamente pela metade o tempo de viagem (transit-time), de 69 para 32 dias, e de valores de fretes marítimos, tornando mais competitivos.

Outra novidade é a safra de algodão que começará a ser exportada pelo Porto de Salvador, que desenvolveu uma grande estrutura de atendimento aos produtores, trazendo maior conveniência para quem opta por escoar o algodão pela capital baiana. Esta estrutura inclui a melhoria das condições das agências de carga, transportadoras, empresas de despacho aduaneiro e armazéns com capacidade de estufagem. Além disso, as operações em Salvador estão em conformidade com padrões de qualidade e segurança internacionais que garantem tranquilidade aos importadores e exportadores. O diretor presidente da Codeba, José Rebouças, informou que estão previstos mais ações de investimentos na implantação de um terminal especializado em cereais, especialmente trigo e malte; nova estação marítima de passageiro, com licitação prevista para o próximo mês.


Porto de Aratu

Obras que vão assegurar melhorias na atracação e permitir o recebimento de navios de maior porte estão inclusos nos investimentos previstos para o Porto de Aratu. Em 2010, foram realizadas a dragagem de aprofundamento para 15 metros e a recuperação do sistema de movimentação do Terminal de Granéis Sólidos (TGS-I). Nos planos da Codeba estão previstas a ampliação do píer do Terminal de Granéis Líquidos com a criação de dois novos berços de atracação; ampliação da tancagem de líquidos; a melhoria da acessibilidade terrestre com duplicação dos acessos rodoviários; e a construção de pátio de triagem/estacionamento de veículos de carga em área anexa ao porto. Empresas de porte já manifestaram o interesse em construir e explorar no Porto de Aratu  o terminal para armazenagem e distribuição de produtos líquidos a graneis, tipo  PKO, óleos-químico,  derivados de petróleo (CPP’S), químicos, etanol combustível e industrial  e biocombustíveis.


Porto de Ilhéus

De imediato, para o Porto de Ilhéus, a Codeba realizará dragagem de manutenção, com o objetivo de restabelecer a profundidade, considerando o elevado grau de assoreamento pelas correntes marítimas e garantir assim à acessibilidade dos navios. A Companhia também tem planos de investir na dragagem de aprofundamento para 14 metros, na ampliação da retroárea primária e na implementação de um canal de tráfego direto e livre, de modo a garantir a atração de novos volumes de cargas. o Porto de Ilhéus nos últimos anos passou por mudança no seu perfil, com a movimentação de novas cargas, como por exemplo, minério de níquel, recebimento de trilhos para a ferrovia oeste-leste, e de turbinas geradoras inteligentes vindas da Europa e Estados Unidos, além das pás eólicas produzidas no Brasil que virão do Porto de Santos através de navegação de cabotagem.

 “O sistema portuário vive um momento único, com os governos federal e estadual, entes portuários, iniciativa privada, buscando desenvolver nos portos melhores condições logísticas e operacionais, ressaltou José Rebouças. “E, no momento, a Codeba cumpre o seu papel de fomentar investimentos que possam modernizar as instalações e equipamentos dos portos públicos, o que irá estimular a competitividade, o incremento do comércio e gerar oportunidades para os atuais clientes e atrair novos parceiros e negócios”, acrescentou. 



Autor/Fonte: Ascom - Codeba
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