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14/10/2026 16:20

Integração entre ferrovias e portos pode ampliar competitividade logística do Nordeste

GRI - Foto: Divulgação
GRI - Foto: Divulgação
 
A integração entre diferentes modais de transporte e as alternativas para ampliar a conexão entre ferrovias e portos estão em debate no GRI Roundtable, encontro promovido pelo GRI Institute nesta quarta-feira (14), em São Paulo. O evento reúne representantes do setor para discutir o tema "Corredores Estratégicos: quais os caminhos para a integração entre portos e ferrovias?". A programação segue até 20 de outubro e conta com a participação da Autoridade Portuária Federal – CODEBA, representada pelo diretor Administrativo e Financeiro, Leandro Gaudenzi, e pelo assessor especial da Presidência, Marcelo Peres.
 
Durante o painel, Leandro Gaudenzi abordou investimentos e parcerias capazes de aproximar os transportes ferroviário e marítimo, além de alternativas para superar gargalos que comprometem o deslocamento de cargas. O debate busca identificar soluções para aumentar a eficiência do transporte, facilitar o escoamento da produção e fortalecer a competitividade do país.
 
"O Nordeste brasileiro passa por um momento de grande transformação logística. Além do avanço da Transnordestina, da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e da modernização dos portos da região, ganha destaque o projeto de reativação da Hidrovia do São Francisco, em execução pela CODEBA. Trata-se de um projeto de Estado que integra o sistema aquaviário às rodovias, ferrovias e aos portos, envolvendo 505 municípios. A iniciativa poderá reduzir custos e impactos ambientais, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida, a geração de empregos e a atração de novos investimentos para a região", destaca Leandro Gaudenzi.
 
A integração entre ferrovias e portos é estratégica para ampliar a competitividade logística do Nordeste. A conexão de corredores como a Transnordestina e a FCA com complexos portuários como Suape, Pecém e os portos de Salvador, Aratu e Ilhéus, administrados pela CODEBA, pode favorecer o escoamento de cargas dos setores de mineração, agronegócio, combustíveis, indústria e contêineres.
 
Investimentos em acessos ferroviários, retroáreas, terminais logísticos e conexões com corredores nacionais também podem ampliar a capacidade de movimentação de cargas e criar oportunidades para operadores logísticos, concessionárias, armadores e investidores privados.


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