Durante a 64ª reunião do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante, realizada na última quinta-feira (8), foram aprovados quatro projetos, que somam R$ 953,2 milhões. Os recursos contemplam iniciativas no estado da Bahia para a construção de 13 embarcações e têm potencial de gerar 750 empregos diretos.
Serão construídos empurradores fluviais, rebocadores portuários e balsas para transporte de carga, além de apoio marítimo no estaleiro Belov Offshore Industrial, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.
Empurradores para o transporte de minérios
O maior valor, de R$ 402,7 milhões, corresponde ao projeto da LHG Logística para a construção de quatro empurradores fluviais, com previsão de 300 empregos diretos e prazo de execução de quatro anos.
As embarcações serão destinadas ao transporte de minérios pelos rios Paraguai e Paraná, entre Corumbá (MS) e Nueva Palmira, no Uruguai.
Nesse destino, a carga será transferida para navios de longo curso, com a finalidade de exportação. Embora a operação ocorra fora do Nordeste, a construção na Bahia conecta a indústria naval da região à cadeia logística da mineração.
Rebocadores para operações portuárias
Dois projetos da SAAM Towage Brasil somam R$ 343,85 milhões para a construção de seis rebocadores portuários, com previsão de 300 empregos diretos.
Uma das propostas contempla quatro rebocadores, com investimento de R$ 223,35 milhões e prazo de execução de 36 meses. A outra prevê R$ 120,5 milhões para a construção, em até 18 meses, de duas embarcações equipadas com motores de menor emissão de dióxido de carbono.
Os rebocadores auxiliam nas manobras de atracação e desatracação de navios e contribuem para a segurança das operações portuárias. Os projetos não especificam em quais portos as embarcações serão usadas.
Balsas para carga e apoio marítimo
A Belov Engenharia teve aprovado um projeto de R$ 206,7 milhões para a construção de três embarcações destinadas à ampliação de sua frota. A proposta prevê 150 empregos diretos e prazo de execução de 20 meses.
Serão construídas duas balsas de 60 metros para transporte de carga geral e apoio marítimo, além de uma balsa autoelevatória, usada em operações de apoio marítimo e atividades em alto-mar. O projeto não informa os locais em que essas embarcações vão operar.
Ao apoiar a construção de embarcações na Bahia, o Fundo da Marinha Mercante fortalece a base industrial do Nordeste. Além dos empregos previstos, a produção pode estimular a contratação de fornecedores e serviços e a circulação de renda na região.
Essa política pública contribui para ampliar a capacidade produtiva dos estaleiros brasileiros e estimular a qualificação profissional. A execução dos projetos permite que a indústria naval nordestina atenda às necessidades de diferentes cadeias produtivas, mesmo quando as embarcações são destinadas a operações em outras regiões.
Fonte: ASCOM MPOR